Na passada segunda-feira, no canal de televisão SIC, ouve um debate (no Aqui e Agora) sobre Direitos dos animais, onde estiveram criticos a favor e contra de touradas, animais no circo, entre outros sub-temas. Devemos ou não terminar com as culturas, com as artes que estão no sangue do nosso país? Sou a favor de touradas, está-me no sangue, nasci na terra de bois, cavalos, forcados e cavaleiros empenhados em fazer a festa brava á maneira. Quando se pensa na cultura portuguesa o que vem á mente? Futebol, touradas, cozinha, automobilismo, todo-o-terreno, país de descobridores, praias, imensas coisas. E agora querem acabar com uma das tradições que "arrasta" centenas de pessoas até ás praças para verem a festa feita á portuguesa, simplesmente porque animais estão a sofrer, por levarem farpas, serem pegados! Então e as pessoas que tem doenças terminais e sofrem uma vida inteira? E as pragas que são combatidas por empresas qualificadas para as fazer desaparecer em estabelecimentos comercais? Até animais domésticos (nas grandes cidades) presos nas varandas? Então e porque é que existem pecuárias, aviários? Se faz tanta confusão o sofrimento, é porque devem de tratar primeiro dos vossos sofrimentos!! Não faça sentido, " Não gosto de ver corridas de touros faz me confusão, ver o pobre touro a sofrer!" foi mais ou menos o que a Maria Vieira (comediante) disse a Rodrigo Guedes de Carvalho (Jornalista), se lhe faz confusão é simples, não ligue a televisão, ignore! É uma estupidez, proibir as nossas raizes só porque um animal que é criado com tanto amor e adoração está a sofrer. Então porque é que não proibiram quando Salazar estava no poder? Porque é que nao proibiram quando ainda não eramos uma república??
Só vos digo que 1 milhão de pessoas é a favor da nossa arte da festa brava..
Fico por aqui.. Sófia Gaspar Pessoa
sábado, 25 de abril de 2009
sexta-feira, 27 de março de 2009
Suponhamos: Amor e Solidão.
Quando todos pensamos que estamos solitários, por motivos de doença crónica ou terminal, e que vamos deixar de nos preocupar com os outros, reaparece quem mandamos embora mentalmente, de quem gostavamos (e gostamos) imenso, simplesmente fize-mo-lo de estilo mental, nunca mais o queria-mo-lo ver, tocar, beijar, agarrar, entender, sei lá, fazer tudo o que os namorados e as pessoas que se amam fazem, quando derrepente, nós que odeiamos estar sosinhos, estamos frente a frente com quem mandamos embora, e agora?
Caimos no desejo de unificarmo-nos num corpo só e matar a saudade que já não conseguimos aguentar ou, aguentamos até que consigamos dizer, “Não, basta, não quero partilhar mais nada contigo!”? Muitos de nós, estão assim, entre o sim e o não, entre o desejo de uma compreensão corporal e a vontade de morrer sosinho.
Suponhamos:
Caimos no desejo e na paixão corporal (e saudade do passado) e damos por nós, suados numa praia distante dos olhares dos civis (pedófilos e tarados) com uma mão percorrendo a pele suave e doce, com uma brisa a mar acompanhar, os dois corpos juntam-se num só no ambito de fazer a população (de preservativos usados) crescer seguramente, com o amor no coração e a paixão na cabeça crescer em cada momento, aparentemente vão se separando, porque o desejo já foi morto, a paixão continua lá, quem garante que vai continuar? Cada um promete que a união entre eles vai crescer, ficam ansiosos por uma segunda, terceira, quarta, quinta, sexta e todas as que viram por ai adiante, em que vão matar o desejo e a paixão irá crescer. Morrerás acompanhado da compreensão de uma vida preenchida pelo alguém, ou acabarás por ficar na dúvida até ao fim dos teus dias?
Caimos no desejo de unificarmo-nos num corpo só e matar a saudade que já não conseguimos aguentar ou, aguentamos até que consigamos dizer, “Não, basta, não quero partilhar mais nada contigo!”? Muitos de nós, estão assim, entre o sim e o não, entre o desejo de uma compreensão corporal e a vontade de morrer sosinho.
Suponhamos:
Caimos no desejo e na paixão corporal (e saudade do passado) e damos por nós, suados numa praia distante dos olhares dos civis (pedófilos e tarados) com uma mão percorrendo a pele suave e doce, com uma brisa a mar acompanhar, os dois corpos juntam-se num só no ambito de fazer a população (de preservativos usados) crescer seguramente, com o amor no coração e a paixão na cabeça crescer em cada momento, aparentemente vão se separando, porque o desejo já foi morto, a paixão continua lá, quem garante que vai continuar? Cada um promete que a união entre eles vai crescer, ficam ansiosos por uma segunda, terceira, quarta, quinta, sexta e todas as que viram por ai adiante, em que vão matar o desejo e a paixão irá crescer. Morrerás acompanhado da compreensão de uma vida preenchida pelo alguém, ou acabarás por ficar na dúvida até ao fim dos teus dias?
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